Sexta edição da Marcha do Silêncio homenageia vítimas da ditadura

Nesta terça (1º) aconteceu a tradicional Marcha do Silêncio, que chegou à sua sexta edição, relembrando as vítimas da ditadura militar e a supressão das liberdades sindicais no Brasil. O Sindsefaz participou da mobilização, que aconteceu no centro de Salvador e reuniu cerca de mil pessoas, incluindo lideranças políticas, sindicais, estudantis e comunitárias.

Neste ano, o lema da Marcha do Silêncio fez alusão ao filme “Ainda Estou Aqui”, que retrata a história de Eunice Paiva, mulher que lutou pela memória do marido, o ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido durante o regime militar.

Representando o Sindsefaz, participaram da marcha os diretores Cláudio Meireles, Joaquim Amaral, Elias Fonseca, Rita Railda e Silvia Maria. Também estiveram presentes os deputados Olívia Santana e Robinson Almeida; a vereadora Aladilce Souza; o ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda; e Deyvid Bacelar, Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros, entre outras lideranças comprometidas com a memória e a justiça histórica.

O percurso foi da Praça da Piedade numa caminhada que percorreu a Avenida Joana Angélica, depois seguiu em direção ao Campo da Pólvora até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos.

A marcha tem como objetivo destacar o longo período de repressão ao movimento sindical, que se estendeu de 1964 até a Nova República, em meados da década de 1980. Com o golpe militar, um dos principais alvos da repressão foram os líderes sindicais, numa tentativa de enfraquecer a organização dos trabalhadores e suprimir a luta por direitos. O regime impôs severas restrições, levando à desvalorização salarial e à crescente dependência da economia brasileira de investimentos externos e empréstimos. A crise do petróleo desestabilizou essa estrutura, contribuindo para o processo de redemocratização.

O evento é um alerta para as novas gerações sobre os perigos do autoritarismo e a importância da resistência sindical. A marcha também questiona o silenciamento e o esquecimento de trabalhadores que perderam seus empregos e, em muitos casos, suas vidas, por defenderem direitos fundamentais.

O ato se encerrou no Campo da Pólvora, com uma emocionante apresentação musical do Neojiba. Durante o recital, os manifestantes ergueram lâmpadas e tochas, enquanto o som dos tambores ecoava, conferindo ao momento um tom de lamento e pesar. A cena simbolizou a memória daqueles que foram silenciados, mas cujo legado segue vivo na luta sindical e na construção de um país mais justo.

Salvador, 2 de abril de 2025 | Boletim 3140

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